Parte I - Os Governantes
Uma verdade absoluta: os povos são sempre guiados por um grupo pequeno de pessoas, tipicamente apelidados de elite, enfim, são os governantes do momento.
Tolos ou cegos, aqueles que não vêm isto acontecer na democracia ou noutro regime qualquer.
Reza o ditado: "Um fraco Rei, faz fraca a forte gente".
Nestes tempos, governantes fracos, apenas têm a qualidade de enganar gente suficiente para não ser substituídos, a não ser por melhores demagogos. Estes governantes, desprovidos de objectivos, com agendas enchidas pelos seus ventríloquos, nem sequer têm noção plena do lugar que ocupam e das maiores responsabilidades que daí se geram. Nestes tempos estes governantes são mantidos pela "legitimidade democrática", em que a sua base é de pesar como igual aquilo que é diferente, entre outras coisas, o voto.
É aqui que estamos, a maioria do povo, quase crónicamente embriagado pela acção psicológica intensa e constante do "progresso & democracia", está quase intratável. Esta gente está a formar (ou formatar) as próximas gerações.
Parte II - Os Povos
O destino dos povos é sempre marcado por os seus antepassados. As novas gerações podem até cortar todos os laços com os seus ancestrais, mas só existem porque os seus antepassados existiram. Os povos mais bem preparados conseguem sobreviver e prosperar, os menos preparados, ou se extinguem, ou vivem à mercê doutros.
Os povos mais bem sucedidos, são os povos em que existe maior harmonia entre todos, desde o mais fraco individuo até o mais alto governador.
O sucesso dos povos pode ser medido de geração em geração e quantificado não só pela qualidade da vida vivida, mas acima de tudo pela prosperidade legada e pela qualidade educativa e cultural das gerações seguintes.
Parte III - Agora
Aos Governantes cabe a missão de garantir a continuidade, a harmonia, e o legado, entre os antepassados, os que vivem o presente, e aos que viram no futuro.
Isto não está a acontecer. Desprezam-se os melhores exemplos do passado, ou pintam-se calúniosamente com as cores que favorecem presente. Oposições promovem a luta em vez da harmonia. E todos mais ou menos demagógicamente comprometem o futuro das novas gerações.
Por isto tudo, é quase inevitável o fado do povo ao qual tenho orgulho em pertencer. Portugal vai desaparecer, talvez fique a casca, composta por nomes, hino, bandeira e algum património, mas a essência, está a ser arrancada ao povo, e só não está a ser arrancada aos actuais governantes porque eles não a têm.
.

